• Ailton Segura

O novo novo: uma velha revolução atrasada por mais de 100 anos




Vivemos tempos de mudança. E isto dentro das mudanças que o pensamento e comportamento mundial já experimentou ao longo séculos, desde que o mundo é mundo.. O novo novo já é um velho novo que agora assume suas vestes. Ele vem extirpar o pensamento diático/dialético (conflito de dois polos), sepultar o pensamento monádico (uma única forma de pensar) e finalmente atingir o autoritarismo absoluto colocando-o em nocaute.



Vivemos um novo mundo. E isto faz tempo (quase um século) a modernidade não nos serve mais desde Aldous Huxley. O vírus da mudança, no entanto nos tem pego de modo desigual mas combinado. Lembrando Vigowski e os ciclos de aprendizagem, as idades trampolim de Piaget e tantos outros educadores, e analisando que o ensino ainda existe nos moldes da França do século XVIII quando o novo irrompia na modernidade.


Cervantes (1547-1616).matou a charada: ele nos mostrou que uma mente atrasada, deslocada do seu tempo gerou D. Quixote, história que viralizou por 5 séculos. Atual até hoje. Mas continuamos, como diria Tom Zé, negando-nos a cultivar tradições embalsamadas.




Vivemos os tempos das mudanças. O tempo em que a notícia se esconde no fluxo de informações, como uma metamorfose (não mais ambulante segundo Raul) mas da mudança dos tempos. E penamos porque não aprendemos as ferramentas de decodificação da nossa época. Embarcamos na teoria do caos com Ilya Prigogine decretando “o fim das certezas”.


Representação do "efeito borboleta" ou teoria do Caos.


Neste mundo volátil temos que pensar na fusão da dinâmica da relatividade com a abordagem dos sistemas. Não é isto que vemos no ecrã da comunicação de massa. A visão diática nos transforma em absorventes da economia, como se o dinheiro resolvesse tudo. Não importa mais a vida, a saúde, os recursos naturais finitos, amor e amizades, lazer, comunicação produção não alienada, patrimônio sustentável, transcendência espiritual, administração, justiça e por último o ser que somos.


Vamos botar anos de atraso nesta nossa matrix de simulacro. Nada importa mais do que a revolução liberal, ou melhor, neoliberal, repositório do atraso no tempo.

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