• Ailton Segura

Com o mico na mão nós estamos pagando o pato.



Ilustração: Ivan Cabral


Algum tempo depois, a verdade teima em voltar à tona. Como dia minha avó dizia na sabedoria dos antigos “é mais fácil pegar um mentiroso do que um aleijado na corrida”. Ela esqueceu que quando o mentiroso é acobertado por instituições o tempo demora mais. Há outro algum tempo, tramou-se a mudança da política nacional.


A fórmula: muito dinheiro dos corruptos de sempre (aqueles que vieram antes de Lula ou Dilma) descritos por Bertoldo Brecht numa célebre frase: “o poder corrompe”. Uma guerra ideológica para impor tendências econômicas ultrapassadas (o neoliberalismo). E com isto voltamos ao “comunista come criancinha”, “a terra é plana” e tudo que o twitter e as redes sociais aceitam como “fake News”. Os generais estudam uma nova guerra, chamada de hibrida, que junta versões de ideologias diferentes. Seja na Rússia ou nos EUA.


No meio disso tudo veio a tal da Pandemia e outros assassinos. Aqueles que negaram atendimento e provocam até hoje uma forma de genocídio contra os P (pobre e preto). E o drama da vacina ideológica, superado pela incompetência daqueles da cloroquina e tratamento precoce parece que já marca uma nova era na questão da competência, deixando a cicatriz de cerca de 250 mil mortes, no final até meados de fevereiro.


Daí, como diria Dercy Gonçalves, surgem novas pistas de um tremendo embuste judicial para reverberar em um golpe de Estado (que tirou do poder Dilma Roussef e impediu o acesso de Lula às eleições). Hoje, escancarada pelas redes sociais, a “impoluta” Força Tarefa é mostrada como provocadora de crime de segurança nacional. Por ter jogado contra a segurança jurídica do país, por quase ter provocado a extinção das principais empresas da construção civil e por semear o desemprego em nome da corrupção manipulada.


A Força Tarefa, JÁ EM TANTO IMPOLUTA, está na mira pelo seu viés entreguista de nossas riquezas ao mercado de capitais e pelo aumento da nossa pobreza. Pelo menos na mira de Gilmar Mendes que já a viu como bandida, e com ela toda a trupe de corruptos de Curitiba.

O empresariado incompetente, os grandes, que criaram uma campanha de que eles iriam pagar o pato, agora lamentam “terem ficado com o mico na mão”. E nós, mais uma vez vamos pagar o pato.

1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo