• Ailton Segura

A fofoca de frente, o melhor das manhãs


Da esquerda para a direita, Lucio Sorge, Nahyara Moura e Haroldo Arruda.


Hoje pela manhã acordei com “A notícia de frente”, programa de TV da ex-Gazeta, hoje Vila Real. Achei interessante o debate; De um lado um legítimo representante da elite atrasada, o publicitário Haroldo Arruda (não confundir com o pai, homônimo que era do staff do Julio Campos nos áureos tempos em que o “bererê” jorrava alimentando o progresso de Mato Grosso) e de outro o publicitário e apresentador de TV Lucio Sorge (de quem me lembro da militância no staff de Dante de Oliveira, como prefeito e ministro da Reforma Agrária, próximo dos tempos em que Antero Paes de Barros – que eventualmente participa - era militante do PT). Para completar também temos a bela presença de Nahyara Moura, jornalista, que ancora com a sabedoria da juventude as discussões.



Nahyara Moura


Cheguei a conclusão que o nome do programa se dava porque um ficava de frente ao outro. O programa é assistível, cria uma dialética interessante: sem síntese e mostra claramente as posturas de quem pensa miúdo, movido por interesses conquistados por herança (Haroldo Arruda) e, o raciocínio de quem consegue enxergar na realidade de hoje por atuações na Brasília, apesar de ter sido no tempo de Sarney, Lúcio Sorge Pessoalmente são boas pessoas. E se não revelam, pelo menos Arruda é do time dos liberais que acredita piamente, que tem a solução filosófica para os temos atuais, Pensa miúdo. Acredita até no que Sara Winter diz não acreditar mais.



Lucio Sorge


Não saber pensar, apesar de ser instrumentado para isso (Arruda é Dr. em filosofia) no mínimo nos mostra a falência da Academia, perdida em aportes ideológicos embalsamados. Mas a despeito do programa, e aí é holístico, expor o pensamento miúdo do neoliberalismo (que eu já disse é burrice) ele acaba informando posturas e mentiras das gossips do dia a dia no planalto. Das quais, num ping pong, os faladores tentam arrebanhar adeptos de um e de outro lado, sem entrar em méritos que poderiam fazer a diferença. Mas fazer o que, é o que temos de melhor.

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