Fotografo: Assessoria
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Centro Histórico necessita estar movimentado e os ambulantes contribuem para isso.

 
 
Cerca de 20 vendedores de comida de rua que trabalham nas praças e vias do Centro Histórico de Cuiabá participaram da sessão ordinária desta terça-feira (09.07). A presidente da Associação dos Vendedores de Rua, Marlene Tortoreli – entidade composta por mais de 200 associados – fez uso da palavra da Tribuna de onde conclamou os vereadores a apoiar a categoria.
Tortoreli reconheceu que a classe sempre foi atendida pelos vereadores, que não se furtou em agradecer o apoio que vem recebendo dos parlamentares. O vereador Vinícius Hugueney (PP), que presidia a Mesa no momento, anunciou que “em reunião nesta segunda-feira (08) com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), houve o acordo para a retirada da obrigação dos ambulantes manterem distância mínima de 20 metros de monumentos tombados”.
 
A retirada se deu com base no entendimento de que o Centro Histórico necessita estar movimentado e os ambulantes contribuem para isso. Tortoreli acrescentou que “a superintendente do IPHAN, Amélia Hirata, já garantiu que o órgão não impõe objeção ao trabalho dos ambulantes. Ela reiterou que a proibição é quanto à utilização dos monumentos como parte do ponto de vendas. O que não pode é fazer os monumentos de escoras para barracas, placas e outras coisas”.
 
Vender lanches nas ruas, praças e demais logradouros é uma atividade que ocorre em praticamente todas as cidades do mundo. Tortoreli defende que o vendedor de comida de rua é geralmente aquele trabalhador que já não encontra lugar no trabalho formal, seja pela idade avançada ou qualquer outro motivo. A atividade abriga, assim, o pai de família que se prontifica em enfrentar madrugadas frias ou dias mais quentes para levar o sustento do seu lar. É nela também que o aposentado encontra meios para suprir as despesas que a pensão não suporta.
 
Fora do Centro Histórico, lugar por onde passam diariamente milhares de pessoas que se dirigem ao trabalho nos escritórios, bancos, lojas e órgãos públicos, o pipoqueiro, o sorveteiro, o vendedor de cachorro-quente, o boleiro e demais que se enquadram na categoria, dificilmente vão encontrar ponto de venda para comercializar seus produtos.
 
Por essas razões, os vereadores solicitaram ao Prefeito que reconsidere sua decisão e permita que os vendedores de comida rua permaneçam trabalhando como há muito tempo fazem no Centro da Capital. Inclusive o presidente da Casa, vereador Misael Galvão (PSB) destacou: “estou vereador, mas sou camelô. Minha profissão é camelô”.
 
A presidente Tortoreli também destacou o apoio recebido pelos vereadores Dilemário Alencar (PROS), Adevair Cabral (PSDB), Ricardo Saad (PSDB), Diego Guimarães (PP), Vinícius Huguney (PP) e Abílio Júnior (PSC).