Fotografo: Reprodução
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O assassinato da vereadora desencadeou uma onde de protestes em todo mundo

 
 
Muita gente acordou com a pulga atrás da orelha, após o anúncio da rede Globo de que os dois ex-policiais presos pela execução da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson, no Rio de Janeiro, foram presos. É que a Globo também publicou que o  policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson, foi preso em sua casa “em um condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, o mesmo onde o presidente Jair Bolsonaro tem residência”
 
O outro ex-policial Élcio Vieira de Queiroz, que dirigia o automóvel usado para o assassinato de Marielle em 14 de março de 2018 publicou em seu perfil no Facebook uma foto ao lado de Jair Bolsonaro, onde os dois aprecem sorrindo, como velhos amigos, no dia 4 de agosto último. (Veja mais em https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/03/12/policia-prende-suspeitos-pelos-assassinatos-da-vereadora-marielle-franco-e-anderson-gomes.ghtml)
 
Um terceiro envolvido o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, considerado foragido da Justiça e apontado pela  Operação "Os Intocáveis", como participante, tinha sua mãe Raimunda Veras Magalhães, como funcionária do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) e aparece em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras como uma das remetentes de depósitos para Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar. Adriano Magalhães da Nóbrega chegou a ser homenageado na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) por Flávio Bolsonaro e já foi preso duas vezes, suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis. Em 2003, o então deputado estadual Flavio Bolsonaro propôs moção de louvor e congratulações a Adriano por prestar "serviços à sociedade com absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades".
 
Adriano era tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, uma organização suspeita do assassinato de Marielle Franco e que nasceu da exploração imobiliária ilegal nas mãos de milicianos. A organização formada por pistoleiros da cidade foi alvo da Operação Os Intocáveis, da qual ele fugiu. Ele é acusado, há mais de uma década, por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).