Fotografo: Jorge Pinho
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Cerca de 200 profissionais da rede publica de Ensino e gestores da Secretaria de Educação participaram da palestra

 
 
 
 
O III Seminário Educação Básica como Direito da rede municipal de Cuiabá: Integrando Saberes prossegue nesta terça-feira (30), no Hotel Fazenda Mato Grosso, com palestras e grupos de trabalho, nos dois períodos.
 
Pela manhã, as palestras focaram em temas como A Literatura Infantil e a apropriação da leitura e da escrita, Inteligência Emocional: um desafio do nosso tempo, O lugar dos brinquedos e brincadeiras na educação básica, Educação Inclusiva: da teoria à práticas e o GT2 sobre o tema Educar exige movimento: teatro e educação.
 
No período da tarde, acontecem mais duas palestras sobre Educação Matemática nos anos iniciais: planejamento e organização do trabalho docente e novamente o tema O lugar dos brinquedos e brincadeiras na educação básica.
 
Também à tarde, serão realizados mais dois grupos de trabalho, o GT3 sobre Cultura dos Povos Indígenas: Vivencia na Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Cuiabá – Lei 10.639 e 11.645 e o GT4 com as Experiências Formativas em desenvolvimento na rede, como o Programa de Alfabetização Cuiabano (ProAC), o Programa de Melhoria da Proficiência (PROMP), a Sala de Apoio ao Desenvolvimento das Aprendizagens.
 
A programação tem início sempre às 8 horas até as 12h, no período matutino e no vespertino, a partir das 14 horas até às 18 horas.
 
As palestras durante o evento, irão se repetir porque os profissionais participam no contra turno da sua atividade escolar.
 
Grupo de trabalho
 
Na noite desta segunda-feira (29), primeiro dia do evento, a palestra Os impactos ambientais nos 300 anos da história de Cuiabá, com a palestrante Edilaine Maria Mendes Ferreira, reuniu cerca de 200 profissionais da rede municipal de ensino, ligados a Educação de Jovens e Adultos (EJA), gestores escolares e técnicos da Secretaria Municipal de Educação.
 
O GT1 discutiu aspectos do projeto, Os Educandos da EJA como agentes (trans) formadores nos 300 anos da História Cuiabana que tem como sub tema, Economia Solidaria e Empreendedorismo.
 
O projeto começou a ser desenvolvido em 2017/2018 e agora, em 2019 será finalizado.  Em 2017, ganhou a Medalha Paulo Freire, no eixo norteador "Educação: Direitos Humanos, Diversidade, Inclusão e Cidadania" e, seu objetivo é promover a apropriação e valorização das pessoas, cultura, história, e memórias cuiabana, tratando de temas que afetam o cotidiano, propiciando espaços de diálogos e reflexões, e assim, contribuir para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.
 
Foi nesse contexto que a palestrante, Edilaine Maria Mendes Ferreira, falou sobre os impactos ambientais e sociais, e o protagonismo dos estudantes. Licenciada em Ciências Biológicas (2000/UFMT), Especialista em Educação Integral (2013/UFMT), Mestra em Educação (2016/GPEA-UFMT), Graduanda em Pedagogia (INVEST) e Tecnologia Educacional (UFMT), Coordenadora Pedagógica na EMEB Cuiabana de Tempo Integral Profª Francisca Figueiredo Arruda Martins, Edilaine apontou os impactos ambientais e sociais provocados pela atividade humana, de modo especial a produtiva, e as alterações provocadas no meio ambiente, nos 300 da Capital. “Nosso principal objetivo é subsidiar as unidades educacionais da Rede Municipal de Educação de Cuiabá, que atendem estudantes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), para a elaboração de projetos interdisciplinares para serem desenvolvidos no 3º Bimestre do ano letivo de 2019”, explicou ela.
 
Com quase 608 mil habitantes, Cuiabá oferece uma grande oportunidade para quem quer conhecer uma natureza exuberante. Evoluiu tornando-se uma grande cidade e, até poucos anos atrás, era apelidada de “Cidade Verde”, por causa da grande arborização. “Porém, como consequência do desenvolvimento e crescimento, que transformou a cidade em um dos principais polos da região Centro-Oeste do Brasil, vivemos alguns problemas ambientais e sociais”, destacou ela.
 
São questões urbanas, como as ocupações irregulares, a falta de moradia, o congestionamento de veículos, e problemas sociais como a violência e outros como o excesso de resíduos sólidos, o desmatamento em áreas de preservação permanente (APP), degradação de nascentes, poluição dos rios, enchentes, poluição do ar, e outros.
 
“Nossa proposta é que os professores consigam mostrar aos alunos esses impactos e que os educandos da EJA possam pensar em propostas que amenizem os problemas enfrentados por suas comunidades. Queremos incentivar o protagonismo, a pesquisa e que eles sejam os autores das intervenções locais, pensando sempre na perspectiva de mudar a realidade das comunidades. Talvez esses projetos possam se transformar em políticas públicas, que tragam melhorias efetivas as comunidades”, destacou ela.
 
Na quarta-feira (31), às 18 horas, serão apresentados, durante o Seminário, os trabalhos desenvolvidos pelos educandos da EJA, nesses dois anos e meio do projeto. Será a culminância com trabalhos de economia solidária e empreendedorismo. Hoje a rede pública municipal de Ensino de Cuiabá atende a 1.396 alunos da EJA.