Fotografo: Instituto Centro de Vida - ICV
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No ano passado a oficina aconteceu entre os dias 11 a 13 de outubro.

 
  
 
 
A representante da embaixada do Reino Unido, Katerina Elias-Trostmann, elogiou as oficinas indígenas realizadas pelo Programa REM * em Mato Grosso. Durante visita em Cuiabá na última semana, ela se reuniu com o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega, para conhecer um pouco mais das ações da Sema.
 
“Nunca houve uma interação com os povos indígenas igual a que ocorreu com o programa REM. É prioridade do projeto a aproximação com as comunidades indígenas e tradicionais e com a agricultura familiar”, afirmou Alex Marega. Sobre os repasses financeiros do Programa REM, que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, o secretário adjunto afirmou que este tipo de incentivo é necessário para o futuro da conservação ambiental do país. Os recursos do projeto são dos governos da Alemanha e do Reino Unido.
 
No último ano, oito oficinas realizadas em diferentes municípios do estado resultaram na proposta do Subprograma Territórios Indígenas, que será financiado pelo Programa REM. O documento foi entregue durante assembleia da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso, realizada no Xingu em novembro, com a participação de mais de 500 pessoas. Os indígenas definiram nove temas prioritários como gestão do território, fortalecimento sociocultural, mecanismos para garantir a participação dos povos nativos nos processos de tomadas de decisão e melhorias na infraestrutura das aldeias.
 
Marega também apresentou as ações de combate ao desmatamento ilegal em Mato Grosso. “Todos os projetos que temos estão atrelados ao controle de desmatamento, com foco em saber onde ele está acontecendo e quem está fazendo. Este ano vamos aumentar nossa capacidade de analisar o Cadastro Ambiental Rural, contratar mais técnicos, adquirir equipamentos e melhorias no sistema para que a validação do cadastro seja mais rápida e eficiente. E tudo que estamos fazendo é com o acompanhamento do Ministério Público”.
 
O diretor-executivo do Comitê Estadual da Estratégia PCI, Fernando Sampaio, apresentou as metas da estratégia, que englobam expandir e aumentar a eficiência da produção agropecuária e florestal, conservação dos remanescentes de vegetação nativa, recomposição dos passivos ambientais, inclusão socioeconômica da agricultura familiar e redução de emissões de sequestro de carbono.
 
A Representante da embaixada, que atua no setor de mudanças climáticas, florestas e uso de terra, aprovou o projeto que foi apresentado durante a COP 21, em 2015, em Paris. “É uma metodologia muito boa, que precisa ser mais divulgada para fora do país, como boa prática”, avaliou.
 
As mudanças climáticas foram outro assunto discutido na reunião, que também teve a participação da Coordenadora do Programa REM em Mato Grosso, Lígia Vendramin. “Aproximar Reino Unido com a pauta do clima é prioridade dentro da nossa embaixada. Estamos muito interessados em saber sobre a preservação florestal e conhecer um pouco mais da produção sustentável no estado”, afirmou Katerina Elias-Trostmann.