Fotografo: Reprodução
...
O traçado da ferrovia é para ligar o Brasil ao Oceano Pacífico

 
 
 
 
 
Um primeiro trecho do projeto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste o que ligará Água Boa (MT) a Campinápolis (GO) no entroncamento da ferrovia norte-sul está listado como primeira prioridade para a ampliação da malha ferroviária do Brasil em sete anos. 
O trecho terá 383 quilômetros, entre Água Boa (MT) e o entroncamento com a Ferrovia Norte–Sul em Campinorte (GO). O início do processo de construção, que se arrasta há anos (era obra do PAC de Dilma Roussef) foi anunciado por Brasília que alterou a forma de financiamento para a construção. Ela será construída pela mineradora Vale, em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057. 
 
A feitura da obra servirá como contrapartida da Vale que teria que desembolsar R$ 4 bilhões. “A prorrogação [dos contratos de Carajás e Vitória–Minas] vai dar um valor positivo, que será revertido em contrapartida de a Vale fazer a Fico”, disse Adalberto Vasconcelos secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos. “Isso traz uma nova dimensão para o país, com marcos claros, condicionados ao êxito de prorrogação”, explicou.  “Atualmente, 15% das cargas no país são transportadas por trem e estas ações irão aumentar a capacidade para 31% até 2025”, aredita.
 
 
A primeira etapa da ferrovia irá servir num primeiro momento para o escoamento da produção de Mato Grosso e irá beneficiar Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso e Lucas do Rio Verde. Posteriormente serão construídos os trechos que ligarão Lucas do Rio Verde a Vilhena como uma opção de chegar às margens do oceano pacífico.
 
A segunda prioridade anunciada será o Ferroanel de São Paulo, de 53 quilômetros, entre as estações de Perus, na capital paulista, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, na região de Mogi das Cruzes (SP), com traçado paralelo ao trecho norte do Rodoanel paulista. Este trecho será construído pela empresa MRS Logística em troca da renovação da concessão de outras ferrovias renovadas. Com a obra, os trens de carga que seguem para o Porto de Santos (SP) deixarão de compartilhar os trilhos das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que transportam passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.