Fotografo: Marcos Vergueiro
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Além do acervo religioso o museu exibe pertences de D; Aquino

 
 
 
 
 
 
 
O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso reabriu suas portas na quinta-feira dia 7 de fevereiro. Fechado para reforma há dois anos teve uma cerimônia especial de reabertura: um concerto do Coro Arquidiocesano de Cuiabá, sob regência de André Vilani. Nesta reforma houve a colocação de rampas colocação de rampas e a construção de banheiro para portadores de necessidades especiais, 
 
O epaço é um dos patrimônios históricos e culturais dos mais importantes de Mato Grosso. Ele ocupa o primeiro andar do prédio do Seminário Nossa Senhora da Conceição, no alto do Morro Bom Despacho e abriga bens culturais dos séculos XVII, XVIII e XIX. Entre as peças expostas estão imagens, oratórios, crucifixos, objetos litúrgicos, documentos, fotografias, itens do mobiliário e o acervo de objetos que pertenceram a Dom Aquino Corrêa. E ainda lembranças da antiga catedral, destruída irresponsavelmente em 1968.
 
“Estamos sempre atentos à modernização das exposições. Atrelado a isso, nos preocupamos muito com a acessibilidade do público. Assim, já estamos planejando e dialogando com instituições ligadas a pessoas com necessidades especiais para que possam nos ajudar a pensar como expor de forma a contemplar pessoas com deficiência auditiva, visual, cadeirantes e mobilidade reduzida, visando sempre atender todos os públicos e alcançar a maior diversidade possível, além é claro de patrocinadores, benfeitores e voluntários que possam ajudar a viabilizar essas ações ”, revela Viviene Lozi, diretora do museu.
 
Novas alas
 
Uma das novas alas da exposição permanente é dedicada aos instrumentos musicais que trilharam as orações dos fiéis que frequentavam a antiga Catedral. Um piano Gustav Breyer Hamburg e um órgão com pedaleira, de marca Rodgers, estão entre as raridades.
 
A outra nova ala da exposição permanente, talvez a mais aguardada, é a sala dos retábulos. Trata-se de dois retábulos, um neoclássico e um barroco rococó dos séculos XVIII e XIX, com 8 metros de altura, remanescentes da igreja matriz que foi implodida, , montados um de frente para o outros, exatamente como estavam organizados originalmente na Catedral de Cuiabá. Além dos retábulos, a mesa do altar, do retábulo neoclássico, montada com crucifixos e tocheiros utilizados à época compõem o salão de exposição.
 
 
 
O acervo do MASMT conta ainda com outros dois retábulos barrocos, somando quatro ao todo, já montados. Porém, esses outros dois só estarão expostos ao público em abril, quando Cuiabá completará 300 ano. “Para esses outros dois retábulos, ainda será necessária uma iluminação, expografia e sinalizações adequada para que possamos, definitivamente, abrir para visitação”, explica Viviene.
 
“O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso é uma conquista da sociedade, patrimônio de todos nós cuiabanos, mato-grossense e brasileiros. São peças permeadas pela beleza e riqueza de detalhes, um acervo que interessa ao Brasil proteger, que possui tombamento em nível federal do IPHAN, no caso dos retábulos, tem o reconhecimento da sociedade enquanto patrimônio cultural, ou seja, somos guardiões de um patrimônio de todos os brasileiros”, comemora Viviene Lozi.
 
Com a intervenção do museu, algumas peças expostas passaram por um processo de restauração, higienização e recuperação que garante sua exposição ao público em um espaço especialmente preparado para acomodá-las. Todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) em Mato Grosso e ainda, com apoio financeiro do Ministério da Justiça via fundo de Direito Difuso, viabilizado pela Ação Cultural - Associação dos Produtores Culturais de MT. (colaborou Protásio de Morais)