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Jornalismo não informa, confirma tendências

 
 
As falsas informações (fake News) e o besteirol aparentemente sem senso estão conduzindo o Brasil a um tipo de totalitarismo que se configura em uma nova modalidade de ditadura. A percepção é de Manuel Castells, sociólogo respeitado no mundo da comunicações. Ele ponta a Educação como única forma de reverter o quadro. 
 
Castells que participa de um Seminário no Rio de Janeiro, nesta semana, em entrevista ao jornal O Globo, apontou que o projeto de criar escolas militares faz parte do fricote, freak-out em inglês, quke significa a perda total do censo, a demência social.. Para ele o futuro totalitário só será evitado  a partir do desempenho das escolas do seu papel de combater a ignorância das massas. “A sociedade precisa retomar seu protagonismo nas redes sociais, parta restabelecer uma verdade plausível. 
 
As criticas de Castells, reportadas pela reportagem do Globo vão no sentido de bordar temas como o nazismo, atribuído pelo governo de ultra direita do páis como seno obra de esquerda e também combater a crença de que as vacinas são ruins e que a terra é plana, como apregoa o guru de Bolsonaro Olavo de Carvalho. 
 
Na reportagem ele também explicou a peste emocional que se abrigou nos dias de hoje, cusando o fricote, "primeiro, as pessoas não funcionam racionalmente e sim a partir de emoções. As pesquisas mostram cientificamente que a matriz do comportamento é emocional e, depois, utilizamos nossa capacidade racional para racionalizar o que queremos”, disse. 
 
Quando a questão da informações, da qual ele é um dos maiores experts do mundo ele defendeu a postura do Jornalismo 5.0, de que com a metamorfose social “as pessoas não leem os jornais ou veem o noticiário para se informar, mas para se confirmar. Leem ou assistem o que sabem que vão concordar. Não vão ler algo de outra orientação cultural, ideológica ou política’. 
 
Ele também apontou que a “segunda razão para esse comportamento é que vivemos em uma sociedade de informação desinformada. Temos mais informação do que nunca, mas a capacidade de processá-la e entendê-la depende da educação e ela, em geral, mas particulamente no Brasil, está em muito mau estado. E vai ficar pior, porque o próprio presidente acha que a educação não serve e vai cortar os investimentos na área”. 
 
Sem se detalhar o sociólogo espanhol analisou o fluxo de informação. “Por um lado, temos mundos de redes de informação, de meios que invadem o conjunto de nosso pensamento coletivo, e ao mesmo tempo pouca capacidade de educação das pessoas para entender, processar, decidir e deliberar. Isso é o que chamo de uma era da informação desinformada."