Fotografo: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Brasília
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O mais novo militar de plantão vai dar ordem unida aos ministros civis

 
Ailton Segura
 
 
Desta vez não foi preciso golpe. Diferente dos militares de 64, os de agora assumiram o poder sem nenhum estardalhaço. O único foi a talvez a prisão da maior liderança do país e a dose homeopática de ocupação do poder. ESTAMOS VIVENDO NO REGIME MILITAR.
A última peça que faltava, o general Walter Souza Braga Netto, já ocupa seu posto (chefia da Casa Civil) desde sexta-feira. Sua missão é comandar a ordem unida nos ministérios, coordenando a atividade de todos os ministros, que passam a rezar pela cartilha dos militares ao invez da obediência cega ao astrólogo Olavo de Carvalho, o líder dos terraplanistas e dos filhos de Bolsonaro. 
O governo que colocou o Palácio do Planalto comandado apenas por generais comeu pelas beiradas a democraca brasileira, marcada pelos interesses do ex-capitão Bolsonaro, instrumento da pior  uma extrema direita do país. Repositória do banditismo das milícias, festejou o ingresso de Bolsonaro no poder centrar e entupiu o governo de militares, imaginando que iam dar respaldo aos interesses obscuros alimentado por mais de 30 anos pelo”capitão marginal” que só foi para a reserva pelo  corporativismo que marcou seu julgamento. 
Participante de uma tentativa de motim, que inclusive deixar o Rio de Janeiro sem água potável,o capitão, julgado em 1988,foi abolvido pela falta das provas anotada pelo exército que a a polícia federal desementiu, confirmando ser dele a autoria do plano. 
Onyx Lorenzoni, o último civil do planalto, que gozava da intgerlocução privilegiado do guru Olavo Carvalho foi encostado no Ministério da Cidadania, no lugar de Osmar Terra, que é deputado federal e reassumirá o mandato na Câmara.  
Parsa chegar ao poder novamente, depois do desgaste da ditadura militar de 1964, a extrema direita, mancomunada com integrantes oportunistas do Poder Judiciário e com a grande massa de parlamentares, também oportunista, deu um golpe em três tempos, primeiro tomou o poder, única e exclusivamente com apoio induzido do parlamento, descontente com o governo petista e colocou Michel Temer, o vice-no lugar da presidente Dilma Rousseff, como forma de estancar a política voltada à população do PT; colocou Lula a maior liderança do partido na cadeia sem explicar porque. 
Esta ações foram denunciadas  como arquitetadas pelo Departameento de Estado norte-americano  que manipulou a justiça a começar pelo Juiz Sergio Moro e seus comparsas do ministério publico, que passaram a colecionar acusações de corrupção e desmandos para as prisões. Moro recebeu o Ministério da Justiça por sua atuação, revelada recentemente pela Imprensa (Intercept).
De tudo isto só um consolo, menos pior que a extrema direita entreguista  de Bolsonaro, emergem os militares como moderadores com a missão de alinhar o Brasil a de fato numa missão de acabar com a corrupção. Se não se empolgarem com o poder, como os ditadores de 64 a final da década de 80 tudo bem.  Nítidamente com  viéz à direita, os militares mais organizados, já venceram o primeiro roud e talvez tenham botado para escanteio o Bolsonaro, Olavao de Carvalho e as facções retrógradas do governo, como o ex- ministro da Casa Civil  Lorenmzoni.