Fotografo: Reprodução
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A esquerda precisa mudar o jogo

 
 
Ailton Segura
 
Com certeza a palavra fricote vem do inglês freak out (que significa a perda do bom senso). E com mais certeza ainda é o que estamos vendo no cotidiano, onde forças políticas lideradas por uma esquerda atrasada (parada no século 19) tentam opor-se às outras forças, fascistas e de ultradireita, pós-moderna (cuja característica é a ausência total de referências). O embate já foi definido como uma guerra semiótica por Wilson Roberto Vieira Ferreira, em http://cinegnose.blogspot.com/2019/07/perdida-na-guerra-semiotica-esquerda.html#more. 
 
No entanto, prossegue a guerra de símbolos onde a bandeira maior passou a ser a libertação do ex-presidente Lula, preso político numa masmorra em Curitiba, para se ver alijado das participações na vida política nacional. A população, numa atitude de “freak out”, como diria o jornalista do Inercept Brasil Glenn Greenwald, mesmo acreditando que Lula foi o melhor presidente para as massas, foi levada a acreditar na proposta fascista de Bolsonaro e uma juventude que em seu fricote saiu às ruas, às tontas, como se estivesse participando de uma final de Copa.
 
Alimentada por personagens que vão da coerência ideológica da elite nacional, como Paulo Lemann (que investiu nos últimos anos para criar lideranças de direita “progressistas”) aos folclóricos Olavo de Carvalho, Luciano Hang (o véio da Havan e todos os pastores neopentescostais que estrelam programas diariamente na TV). São os patrocinadores do freak out que se instalou em Brasília, pela vontade popular, alimentada por fake News em redes sociais e pela demonização do espectro do comunismo, que cá entre nós, não existe mais nem na China (na Rússia deixou de existir faz tempo, se é que após Lenin chegou a existir).
 
Nesta Guerra vemos despontar o imberbe Maia avocando a si os méritos de ter promovido a tão perseguida Reforma da Previdência, emendada com o ouro do Tesouro Nacional, num vergonhoso toma lá dá cá, aprendido com a velha política franciscana que faz valer a pena ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.  A Reforma.... ora, esta é o de menos.