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Criado na ditadura de 64, o FEBEAPÁ volta aos cenários do Brasil

 
 
No momento em que os generais do Exército ameaçam com uma ditadura caso Lula seja solto pelo Supremo Tribunal, apesar do desvendamento da farsa da Vaza Jato, o também general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido na semana passada  da Secretaria de Governo da Presidência da República, critica profundamente o governo do qual foi alijado. Bolsonaro precisa parar de perder tempo com “bobagens” para focar no que é importante. “Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco” disse em entrevista ao repórter Bruno Abbud, da revista Època.
 
Santos cruz teve sua demissão do governo por resistir ao financiamento de de blogs da direita alimentados por fake News.  Só Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro e seus filhos que mora nos EUA queria 300 milhões, negado. O geral, alvo por parte de Olavo de Carvalho, avaliou que há um limite: "discordâncias são normais, mas atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias”.
 
Para ele o governo “Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, disse Santos Cruz.
 
“Não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa. Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias”, acrescentou.