Fotografo: Davi Valle
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A proposta deve ser expandida pela Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico.

 
 
 
Com centenas de opções que variam entre crochê e doces típicos, a feira de artesanato da Praça da República já caiu nas graças de quem circula pelo centro de Cuiabá. Realizado mensalmente, o encontro traz visibilidade ao trabalho de profissionais e amplia a saída de produtos, expostos em um local com alto fluxo de pessoas ao longo do dia. A proposta deve ser expandida pela Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico.
 
Em visita à exposição, a titular da Pasta, Débora Marques, anunciou que sua equipe tem levantado o número de artesãos e associações pela cidade, a fim de intensificando ações voltadas ao setor. O objetivo é criar uma rede de integração com grupos dentro dos bairros, apostando em eventos em centros comunitários e Centros de Referência da Assistência Social (Cras).
 
“Este diálogo é importante para que possamos abrir novas frentes de trabalho em parceria com outras secretarias. É muito importante tanto para os profissionais, quanto para os consumidores, que possamos fortalecer um trabalho da nossa terra, que represente nossa cultura. Além da exposição, queremos investir também em capacitação para os trabalhadores”, diz.
 
Ela reforça que a garantia do espaço contribui para a geração de emprego e renda, especialmente em períodos de crise econômica, quando os números do trabalho formal despencam e essa se torna a única fonte de recursos para muitos cidadãos. “As ações fazem parte do plano de administração do prefeito Emanuel Pinheiro e tem foco na capacitação de microempreendedores e divulgação de seus materiais”, comentou.
 
Assim, em uma passagem rápida pelos corredores da feira, vê-se intercalarem dezenas de barracas com chinelos, bolos, colares, tapioca, roupas, doces, tapetes, reproduções sacras, compotas, porções de pixé, e muitos outros. A mistura é proposital e foi pensada para evitar a repetição, estimulando os visitantes a consumir diferentes opções.
 
A iniciativa ganha força com a parceria com a associação de artesãos Homens e Mulheres de Fibra, que existe há um ano e possui um total de 160 profissionais registrados. De acordo com o vice-presidente, Luís Moreira, a criação da entidade surgiu da necessidade de fortalecer o segmento. “Uma pessoa sozinha não teria esse espaço, então é a união que fortalece nossa causa”, afirma.