Fotografo: Vassily Kandinski
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O rei está nu sai da alegoria para o cotidiano dos brasileiros

 
 
Este sábado promete. Enquanto o Brasil se distrai com uma imbecilidade que é a 
chamada reforma da previdência, a forma de entregar ao bancos e financistas a compulsória poupança popular da juventude trabalhadora, o vice-presidente da República, comandante da ala militar do governo, mostra a cara em Boston (EUA).
 
É sintomático que Mourão vá se encontrar com o ministro das relações estratégicas do governo  Lula,   Mangabeira Unger (ex-professor de Barac Obama em Harvard), autor do Patria Educativa, projeto para tirar a Educação do século XIX, no governo de Dilma Roussef.
 
Como um missionário Hamilton Mourão, o vice, prepara seu golpe para ajeitar mais a dezena de milicos que pouco a pouco vai assumindo o governo do auto-intulado incompetente para ser presidente. Já dialogou com empresários da Fiesp (aqueles do pato amarelo), angaria simpatia com os golpistas da Imprensa e detona o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, que está na iminência de perder a nefasta influência que leva o Brasil à subserviência a Trump. A dose de tempero está no discurso de Ciro Gomes, aliado que atribuiu a Bolsonaro o título de idiota.
 
O Poder Judiciário, ou está paranoico (o que é improvável), anuncia estar sendo ameaçado (por quem?) e realiza sessão de desagravo para testar sua influência. No entanto, a contragosto mantém sua postura de não decidir pelo cumprimento da Constituição, tirando da pauta a votação que tiraria Lula da cadeia, onde é preso político culpado de acabar com a fome de brasileiros, que hoje amargam o crescimento da miséria e do dsmprego no país. De quebra, o Ministério Público de Curitiba esbanja ilegalidades pelo dinheiro da Lava jato que Moro, Dalagnol & cia queriam embolsar numa bilionária Fundação que seria a guardiã dos “trocados” dos acordos de leniência, hoje somando mais de R$ 8 bilhões. 
 
Já os golpistas de 2016, na linha do descarte, agora acumulam inquéritos e prisões como a de Temer (quarenta anos de quadrilha) e do sogro do presidente da Câmara Moreira Franco, já apontado como o Rei da Corrupção no Rio, pelo príncipe da mesma, Cabral. Imediatamente soltos após encarcerados. Cumpriram o seu papel de aplainar o terreno, como o fez Castelo Branco em 1964.
 
Tchtchuca, Paulo Guedes, o financista ministro da fazenda perde as estribeiras na Câmars fazendo valer o seu pendão tecnocrático de ordenando aos deputados que votem na reforma da Previdência como única saída para o Brasil. E enquanto isso o governo central “expulsa do boteco” os chineses e árabes, maiores fregueses de um Brasil de produção. 
 
Aonde vamos parar é quase nítido. Fala-se em parlamentarismo (de volta) mas no fundo quem vai continuar nadando de braçadas são os bancos os únicos a lucrar com a política Tchutchuquinha e que festejam o maior lucro da sua história, somando mais de R$ 80 bilhões, num crescimento de 20%.