Fotografo: Pablo Picasso
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Guernica, a arte contra o totalitarismo

 
 
 
Atacado por todos os lados, depois da descoberta da manipulação do julgamento de Lula, baseado em delações premiadas de empresários que trocaram mais de 20 anos de cadeira para coisa de dois ou três anos de “castigo” em suas mansões a tal Justiça de Curitiba, está tentando deletar os crimes dos juízes e procuradores. Para isso, a Polícia Federal, “incompetente” para apurar os crimes de Bolsonaro e encontrar seu laranja preferidos o Queiróz, rapidamente descolou uma trinca de DJs em Araraquara, para assumirem que cronaram os telefones de Moro e as mensagens que trocava para busrlar o julgamento, instrumentando os procuradores (Dalagnol e Cia) sobre os passos aceitáveis para a condenação, prisão e alijamento de Lula das eleições. 
 
A medida, contra-ataque de Moro (que ganhou o ministério da Justiça como prêmio pela sua atuação) foi urdida no Norte, após Moro tirar férias  (com apenas seis meses de emprego). E o discurso ético que se esperava está sendo transformado em “ação contra a Segurança Nacional para que ninguém dê satisfação. É só o que falta para sairmos de uma ditadura estranha e adentrarmos na ditadura de fato, com suspensão da liberdade de imprensa e a interrupção do material que a cada dia mostra mais o oportunismo e as manobras que conduziram Bolsonaro ao poder, enganando a maioria do povo brasileiro, que vê o país se subjugar aos Estados Unidos e cometer atos de ódio racial, desmontando a economia, com sacrifício dos mais pobres: reforma da previdência e política externa combatendo nossa freguesias internacional (China e Irã), só porque Trump quer.
 
As invasões a sindicato já começaram, o terrorismo contra população encurralada partir de atos insanos “freak-outs”. E de fricotes  em fricotes vamos engolindo lembrando a poesia: 
 
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
 
Poema de Eduardo Alves da Costa (atribuído a Maiakóvski)