Fotografo: Reproduçao/Portal Vermelho
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Política economica errada apontam os economistas

 
 
 
Enquanto Bolsonaro, por meio do watsapp, prega um auto golpe, determinando o fechamento do Congresso e da Supremo Tribunal Federal, o Brasil míngua num processo de recessão com níveis de 2014, antes do golpe que acirrou uma crise, então apenas esboçada.
 
O golpe contra Dilma Roussef, para implantação do neoliberalismo, a prisão de lideranças do PT, fraudes nas eleições deram continuidade ao processo que arrasou não apenas a economia brasileira, mas tolheu a dignidade do povo com a entrega do país aos interesses norteamericanos.
Cinco anos depois do golpe, com a sabotagem do brasil, os economistas não encontram explicações para a crise. Os jornais de grande circulação nacional como o Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e o Globo, cobram em editoriais a mudança da postura do governo. O Estadão mostra em reportagem que atividades como a construção civil encontra-se 27% abaixo do registrado em 2014 e a indústria está 16,7% aquém do desempenho no mesmo período. No setor de varejo a queda é 5,8% e na área de serviços o desempenho é 11,7% inferior.
 
Mesmo com estes números os economistas recusam-se a reconhecer o modelo econômico que está fazendo com que o PIB caia sucessivamente.  Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim proclama que  "há uma diversidade de diagnósticos. Quando se tem isso, é porque ninguém está entendendo direito o que está acontecendo – o que é raro de se ver". "Havia a ideia de que a mudança do ciclo político (com a chegada de Michel Temer à Presidência, em 2016) daria um choque de confiança e melhoraria a situação. Mas houve uma frustração, porque a ociosidade era tão grande que mesmo os mais otimistas não investiram", completa.
 
Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, aponta a depressão do país observando que o o PIB per capita cresceu apenas 0,3% por ano nos últimos dois anos, fechando 8% menor que o registrado antes da depressão.
 
Além disso as peripécias de Bolsonaro só servem para criar instabilidade política. O economista Claudio Considera, do Ibre/FGV, aponta para a insegurança jurídica que segundo ele e acaba por afastar o investidor. "A agenda de costumes do governo Bolsonaro não traz avanço para a economia. Só produz barulho desnecessário. Decisões desfeitas também. Essas trazem insegurança jurídica. O presidente não pode falar de tsunami", avalia.