Fotografo: Alexander Vilf
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Para lideres das duas potências, "As relações entre Rússia e China atingiram níveis "sem precedentes" na história."

 
 
 
A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China pode reduzir a produção econômica global em 0,5%, em 2020. Isso representa uma perda de aproximadamente US$ 455 bilhões.
 
Lagarde deu entrevista à NHK, emissora pública de notícias japonesa, antes de reunião de ministros das Finanças e de presidentes dos bancos centrais do Grupo dos 20 no próximo final de semana, em Fukuoka. Ela declarou que as autoridades têm a missão de voltar para casa munidas de políticas que gerem crescimento.
Christine Lagarde disse: "Todas as autoridades deveriam estar muito preocupadas de que meio ponto percentual de crescimento vai provocar um impacto real em todas as economias do mundo."
 
A chefe do FMI afirmou que o Japão, como anfitrião do encontro, está na posição de exercer o papel de mediador.
 
Lagarde afirmou que o protecionismo é o caminho errado a tomar. "Uma das razões pelas quais o G20 [se transformou em organismo] tão eficaz há dez anos foi o fato de que todos os líderes concordavam em não recorrer ao protecionismo. Eu penso que esse compromisso deveria ser renovado", disse.
 
Christine Lagarde disse que as autoridades deveriam aproveitar a reunião de dois dias para trabalhar em prol do fortalecimento e rejuvenescimento do sistema de comércio mundial.
 
 
 
Em Moscou:
 
Rússia e China se unem contra guerra comercial dos EUA
Vladimir Putin recebeu Xi Jinping em Moscou
 Deutsche Welle - Berlim
 
 
Os presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping, lançaram uma contraofensiva em resposta à guerra comercial entre os Estados Unidos e o país asiático. A reunião dos líderes, que se realizou em Moscou, buscou fortalecer a cooperação entre os países, que assinaram diversos acordos comerciais.
 
"Propomos  resistir à imposição de restrições infundadas ao acesso aos mercados de produtos de tecnologias da informação com a desculpa de garantia de segurança nacional, assim como à exportação de produtos de alta tecnologia", diz uma declaração assinada ontem (5) pelos dois presidentes no Kremlin, na qual Rússia e China se comprometem a ampliar a cooperação estratégica e desenvolver novas parceiras.
 
 
O documento também ressalta os planos de "se opor à ditadura política e à chantagem na cooperação comercial e econômica internacional, e condenar a aspiração de alguns países de se acharem no direito de decidir os parâmetros de cooperação entre outros países".
 
Acusados de promoverem censura nas redes, Putin e Xi também prometeram "garantir o funcionamento pacífico e seguro da internet sobre a base da participação em igualdade de condições de todos os países em tal processo".
 
Putin e Xi ressaltaram que "nos últimos anos" as relações entre Rússia e China atingiram níveis "sem precedentes" na história e citaram como exemplo as trocas comerciais, que já superaram US$ 108 bilhões.
 
A China é um dos principais alvos dos Estados Unidos numa guerra comercial. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou sobretaxar praticamente quase todos os bens chineses importados pelos EUA. Em resposta, Pequim alertou sobre a possível falta de terras raras, matéria-prima fundamental para a indústria de alta tecnologia, smartphones, nem automóveis. Os americanos importam da China 80% das terras raras que utilizam.