Fotografo: Assessoria
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Lei de 2003 suspendeu pagamento extra pelo trabalho em feriados e finais de semana.

 
 
 
A Câmara Municipal de Cuiabá criou uma Comissão Especial para intermediar o debate entre os servidores do Pronto Socorro da Capital com o Executivo Municipal. A categoria busca reaver o pagamento da Gratificação por Hora Especial, que foi cortada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) recentemente.
 
O benéficio representa aproximadamente 20% da remuneração dos servidores da unidade de saúde. Nesta terça e quarta-feira (18-19), a categoria esteve no Parlamento Municipal em busca do apoio dos vereadores
 
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso, Dejanir Soares saiu em defesa dos servidores.  
 
“De repente uma lei que foi criada em 2003, diz que tem que ser cortada esta gratificação, e o prefeito corta agora, mas Não colocaram os médicos no corte, eles continuam recebendo. São melhores do que os demais profissionais? A gestão tem que priorizar o servidor como um todo. Se pagaram errado durante 25 anos, não é culpa nossa. O impacto disso para o Executivo é de apenas R$ 169 mil. Esse dinheiro vai deixar a Prefeitura mais rica ou mais pobre? Não vai, mas com certeza causa um grande impacto a vida do servidor”, disse o sindicalista.
 
A referida gratificação foi criada em 1995 e era paga aos servidores que trabalhavam em feriados e final de semana. No ano de 2003, uma nova lei foi criada, a qual declarou a legislação de 1995 inconstitucional. 
 
E o pagamento da gratificação veio a ser suspensa apenas no mês passado. “O pagamento foi tirado baseado em uma lei contraditória de 2003. As gestões anteriores não chegaram a tanta deslealdade com os servidores. Infelizmente, a gestão atual retirou a nossa gratificação de forma sumária. Esta gratificação não incorpora a nossa aposentadoria. Hoje estamos aqui todos unidos, pois ela corresponde a 20% dos nossos vencimentos, e isso para nós representa muita coisa”, relatou o enfermeiro Zanaldo Apodaka.
 
Na semana passada, o presidente do Legislativo, vereador Misael Galvão (PSB) recebeu a categoria para se inteirar do assunto. Em seguida, promoveu uma reunião com os servidores e o prefeito Emanuel Pinheiro, que, segundo ele, se mostrou sensível a causa.
 
Para dar andamento às negociações, o socialista sugeriu a criação de uma Comissão Especial. “Foi feito um encaminhamento, naquele momento o prefeito sinalizou positivamente, e agora estamos aqui novamente neste debate. O prefeito pediu um prazo até terça-feira, dia 25, para buscar uma saída jurídica para resolveu o impasse. Nos estamos aqui justamente para isso, para atender a demanda de todos e buscar soluções”, disse Misael.
 
Diante disso, fazem parte da Comissão os vereadores Ricardo Saad (PSDB), Drº Xavier (PTC), Toninho de Souza (PSD), Wilson Kero Kero (PSL), Adevair Cabral (PSDB) e Dilemário Alencar (PROS).
 
Precisamos construir o caminho. O que mais importa é preservar o salário dos servidores, porque o salário que vocês fazem não tem preço que pague”, finalizou o presidente.