Fotografo: Valter Campanato/Agência Brasil
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A ministra do "freak-out"

 
 
Acreditando que os abusos sexuais sofridos por meninas do Pará se devem a falta de calcinhas, a ministra Damares Alves (da Mulher, Familia e Direitos humanos) está numa amploa campanha para coletar as alcinhas e fala até em montar uma fábrica na ilha do Marajó. 
Damares, que já viu Jesus em goiabeira e recomendou que homem passe a usar azul e mulher rosa, para reafirmação da identidade heterose4ssual,  declarou  que “Especialistas chegaram a falar para nós que as meninas lá são exploradas porque elas não têm calcinhas, elas não usam calcinha porque são pobres”, disse ao apresentar resultados do programa “Abrace o Marajó”.
A bolsa calcinha pretende substituir as políticas públicas contra a violência de abusos e estupros e foi considerda uma soução primária, partindo de quem deveria ter propostas de soluções para coibir crimes que se generalizam em função do baixo nível intelectual e econômico. 
 
O programa “Abrace o Marajoós” tem o intuito de combater a exploração sexual e violência contra crianças, adolescentes, juventude, mulheres e pessoa idosa na Ilha do Marajó, arquipélago paraense.
A ministra disse que o ministério conseguiu muitas doações de roupas íntimas para mandar para a região e ressaltou que a melhor forma de combater o crime seria levar fábricas de calcinhas para lá para dar emprego e produzir as peças a preço mais baixo.
Damares também citou o alto número de abusos da região, do tráfico sexual de crianças e os incestos – sexo entre familiares. “Pedofilia e exploração não é cultura. Eles pediram socorro e esse ministério ouviu”, anunciou a ministra.