Fotografo: Helder Faria
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A tônica da audiência foi de crítica à política ambiental adotada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro

 
 
 
Por iniciativa do deputado Lúdio Cabral (PT), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou na tarde de hoje(11), audiência pública com a finalidade de discutir a política ambiental do governo federal e seus reflexos sobre Mato Grosso.
 
Além de Cabral e do outro integrante da bancada petista no Legislativo mato-grossense, deputado Valdir Barranco, também participaram das discussões o engenheiro agrônomo Roberto Vizentin – ex-presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) -; a professora Carolina Joana da Silva, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o procurador de Justiça Luíz Alberto Esteves Scaloppe – representante do Ministério Público Estadual (MPE) e a advogada Fabrina Gouvea, da comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT).
 
A tônica da audiência foi de crítica à política ambiental adotada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro – “verdadeira declaração de guerra à natureza e à saúde da população”, conforme exagerou o procurador Luiz Scaloppe.
 
Os palestrantes Carolina Silva e Roberto Vizentin destacaram os principais pontos do que chamaram de “desconstrução” das conquistas ambientais afirmadas por meio da legislação brasileira nos últimos anos.
 
“A flexibilização da legislação ambiental,principalmente no que toca ao licenciamento ambiental e ao registro e liberação de agrotóxicos para comercialização e uso no Brasil, demonstram um claro retrocesso a tudo o que foi feito ao longo do tempo”, criticou Vizentin.
 
Além de reforçar as observações do agrônomo, Carolina Silva também atacou o projeto de lei que tramita no Senado Federal para reformular o conceito de reserva legal, assim como a transferência da Agência Nacional de Águas (ANA) do Ministério do Meio Ambiente para a pasta do Desenvolvimento Regional.